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Mini-núcleos de fecundação de raínhas “Vale do Rosmaninho”

Este ano, fruto da nossa experiência, opiniões e ideias de amigos e colegas, desenvolvemos um modelo de “mini-núcleo” que vai de encontro ás nossas necessidades.
Não inventamos “nada”, não sendo estas ideias novas, contudo este modelo reúne várias especificidades “num só” que são dificeis de encontrar nos modelos à venda no mercado, tais como:

– Rendimento no transporte e tempo de maneio, pois cada caixa tem 3 mini-núcleos;
– Possibilidade de invernar raínhas;
– Possibilidade de manter os mini-núcleos povoados de um ano para o outro;
– Facilidade no aproveitamento das abelhas e criação no final da época;
– Possibilidade de aumentar o espaço, caso tenhamos que manter as raínhas mais tempo;
– Quadros standarizados ao modelo de 1/2 alças reversivel e lusitana;
– Modelo “dinâmico”, permitindo diversas alterações;
– Isolamento e ventilação adequados;
– Resistência e durabilidade;
– Facilidade de alimentar durante o Inverno;

A possibilidade de retirar o estrado fácilmente, permite que possamos sobrepor umas caixas em cima de outras, criando espaço, ou dando-nos a possibilidade de manter os mini-núcleos povoados durante o inverno.

As mini pranchetas, dão-nos a possibilidade de ministrar alimentação durante o inverno, sem ter de abrir os núcleos, ou então introduzir rápidamente um alvéolo real ou mesmo uma raínha.
Cada caixa tem 3 mini-núcleos, com 4 “meios quadros” de 1/2 alça do modelo reversível.

As 3 entradas estão dispostas entre os dois lados e uma das laterais, permitindo trabalhar por detrás dos núcleos. Os discos de entrada, permitem fechar os núcleos, bem como permitir a livre entrada de abelhas ou servir de excluidor de raínhas.
De forma a rentabilizar ao máximo as abelhas, existe a possibilidade de colocar um quadro redutor (roofmate), de forma a que durante o povoamento dos mini-núcleos não sejam necessárias tantas abelhas.
Os “meios” quadros permitem que sejam encaixados, formando um quadro de meia alça reversível, facilitando o aproveitamento das abelhas no final da época de criação.

Os quadros alimentadores, permitem disponibilizar alimento suficiente, para um longo periodo, podendo ser retirados caso não sejam necessários.

As divisórias entre os mini-núcleos são amoviveis, permitindo transformar os 3 mini núcleos em dois ou mesmo um, criando condições de maior espaço para a raínha ou mesmo a possibilidade de invernar.
Estes já estão prontinhos a serem povoados… desejo sorte ás primeiras raínhas que vão ser autênticas “cobaias” e “professoras”, para que possamos melhorar cada vez mais os nossos métodos de trabalho.
Este ano vamos testar este modelo, estando a hipótese em cima da mesa de podermos vir a comercializar estes mini-núcleos em 2013.
Cumprimentos,
João Tomé
…um apicultor, pela apicultura…
  • António Ramião
    António Ramião
    07.04.2012

    Boas, Há algum tempo que visito este blog com alguma regularidade e são muitas as ideias que vão ao encontro da forma como me deparo com os problemas/soluções na apicultura. Parabéns pelo blog, pela simplicidade, pela forma como problemas algo complexos são colocados, pela partilha de conhecimentos que para alguns continuam a ser segredos. Sempre gostei do vosso slogan….

    Quanto aos núcleos: ideia não é nova mas os detalhes são muito bons. Este ano quando procurei construir os meus próprios núcleos de fecundação ponderei uma solução muito parecida com a solução aqui colocada, uma das diferenças estava nas entradas dos núcleos, coloquei as duas dos topos para um lado, e a central no lado oposto. Estava com algumas dúvidas quanto ao facto dos quadros ficarem paralelos à entrada. Talvez em núcleos de fecundação não deva ter muita importância, mas pela dúvida não passei à acção.
    Esta solução facilita muito o maneio, pois não perturba as abelhas, e a solução da divisão em chapa, poupa espaço, material e a questão da propolização…eu optei por madeira. Aguardo resultados…

  • JG
    JG
    08.04.2012

    Amigo, este nucleo tem nele aplicado muitas coisas boas espero em breve usar apesar de não gostar de quadros que se dobram.
    Continua.

  • Anónimo
    Anónimo
    08.04.2012

    Gostei muito de mais um melhoramento apresentado de forma simples e pratica.
    A possibilidade de invernar uma rainha é algo que agrada de sobremaneira, pois permite um precaver do que possa ocorrer no inverno.
    Aguardo pelos resultados e por saber se faz apenas para si proprio ou se vende alguns?

    Cumprimentos,
    Abelhasdoagreste

  • Rosmaninho
    Rosmaninho
    08.04.2012

    Este comentário foi removido pelo autor.

  • Rosmaninho
    Rosmaninho
    08.04.2012

    Caro "Abelhas do agreste",
    Este ano já não vai ser possivel vender este modelo… para o ano, se os resultados forem bons e houver um número de interessados suficiente vamos comercializar alguns.

    Cumprimentos,
    João Tomé

  • Rosmaninho
    Rosmaninho
    08.04.2012

    Amigo Ganhão,
    Os que já estão povoados, para já estão bons e as abelhas parecem ter gostado, pois não houve até à data nenhum despovoamento.
    Um abraço

    João Tomé

  • Rosmaninho
    Rosmaninho
    08.04.2012

    Caro António Ramião,
    Obrigado pelo comentário.
    Quem nos conhece sabe que "mal ou bem", não temos problemas em partilhar os nossos conhecimentos, pois também apreciamos aprender com as experiências dos outros…
    Para já não notei qualquer diferença pelo facto de as entradas dos lados não estarem paralelas aos quadros.
    Estou muito contente com os resultados até à data, mas no final da época logo fazemos um resumo da experiência.
    Um abraço

    João Tomé

  • Κώστας Ελευθεριου
    Κώστας Ελευθεριου
    09.04.2012

    Very nice work.

  • Rosmaninho
    Rosmaninho
    09.04.2012

    Dear Κώστας Ελευθεριου,
    Thanks for your comment!
    If you have any doubts and need any explanation just let us know.

    Regards,

    João Tomé

  • Unknown
    Unknown
    18.12.2012

    estou desanimado caro amigo as minhas abelhas estão a fugir todas não sei mesmo o que se passa de 23 só me restam 7 será que Almeirim não é um bom sitio para a apicultura? A herança que meu avô me deixou não estou a conseguir levala de vento em popa é pena.

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