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Polinização, um aposta com futuro!

Durante uma preciosa semana de férias, tive o prazer de visitar velhos amigos! Por sorte foi um dia de transumância para polinização em estufas de framboesas e Mirtilos…
 
Tive o privilégio de presenciar algo que para mim foi novidade, polinização de estufas em grande escala com recurso a Apis mellifera mellifera!
 
Por estar em modo de produção biológico confesso que nunca me entusiasmou a polinização de culturas… uma vez que os tratamentos com recurso a fitofármacos são sempre inevitáveis… e mesmo que a cultura que estamos a polinizar tenhamos segurança… os vizinhos nunca se sabe!
 

Digamos que apesar de parecer fácil, a polinização tem muito que se lhe diga… não só ao nível do maneio da própria colmeia, como também ao nível de assegurarmos uma polinização correcta ao nosso cliente.
 
Sabemos que é um mercado em expansão em Portugal, apesar de ser algo já com muita tradição noutros países como é o caso dos USA, principalmente na Califórnia.

Colocar uma densidade de colmeias correcta, bem como garantir que as mesmas estão fortes e saudáveis é fundamental para uma boa polinização. Para isso nada como consultar alguma bibliografia existente, que nos refere o número de colmeias/hectare, ou número de flores/abelha para que possamos prestar um bom serviço e satisfazer o nosso cliente.

Além da densidade de colmeias, a sua correcta disposição ao longo das culturas também é fundamental, onde se deverá chegar a um acordo com o nosso cliente de forma a que a disposição seja feita em grupos de colmeias (superiores ou iguais a 5), de forma a facilitar os nossos trabalhos apícolas.

A maior atratividade que vemos na polinização (algo que fará com que nos próximos anos tenhamos 100 colmeias para uso exclusivo deste serviço), é o rendimento extra para o apicultor, pois os preços variam na ordem dos 30 a 40 euros/colmeia. Além deste rendimento, caso trabalhemos para isso, podemos também colher algum mel, sendo mais um extra nas receitas anuais da exploração.
 
A polinização não é novidade para ninguém, contudo, esta não se resume única e exclusivamente a “largar” colmeias no meio de culturas… por isto e muito mais cabe-nos a nós apicultores informar-mo-nos devidamente para prestar um bom serviço de forma a promover correta e dignamente a polinização que tantos proveitos trás aos agricultores.
 
João Tomé
…um apicultor, pela apicultura…
 
 

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